Parada Obrigatória
As vezes dá vontade de pularMas os pés estão amarrados no chão ;{
Desconsolo
sou a falta de métrica que consome as janelaso desconsolo dos portões rangendo, a tristeza do meio diasou a boca que maldiz as flores belas e caprichosase sem querer acabo me tornando toda a melancolia.sou o descompasso dos instantese sou quando a água seca, de repente.Sou o grito da rabeca, inconsequentee sou quando, de chorar, se morre antes.
acabo me mudando em planos falsosdaqueles que tropeçam na saídaacabo desistindo sem refrãoe é quando toda a história é revivida.Sou a palavra jogada na hora erradao conto já contado e recontadoo segundo mal cuidado e recortadode todo o resto de hora.eu sou momento imodesto mal vividode uma vida inteira sem demora.