Desconsolo
sou a falta de métrica que consome as janelas
o desconsolo dos portões rangendo, a tristeza do meio dia
sou a boca que maldiz as flores belas e caprichosas
e sem querer acabo me tornando
toda a melancolia.
sou o descompasso dos instantes
e sou quando a água seca, de repente.
Sou o grito da rabeca, inconsequente
e sou quando, de chorar, se morre antes.
acabo me mudando em planos falsos
daqueles que tropeçam na saída
acabo desistindo sem refrão
e é quando toda a história é revivida.
Sou a palavra jogada na hora errada
o conto já contado e recontado
o segundo mal cuidado e recortado
de todo o resto de hora.
eu sou momento imodesto mal vivido
de uma vida inteira sem demora.
o desconsolo dos portões rangendo, a tristeza do meio dia
sou a boca que maldiz as flores belas e caprichosas
e sem querer acabo me tornando
toda a melancolia.
sou o descompasso dos instantes
e sou quando a água seca, de repente.
Sou o grito da rabeca, inconsequente
e sou quando, de chorar, se morre antes.
acabo me mudando em planos falsos
daqueles que tropeçam na saída
acabo desistindo sem refrão
e é quando toda a história é revivida.
Sou a palavra jogada na hora errada
o conto já contado e recontado
o segundo mal cuidado e recortado
de todo o resto de hora.
eu sou momento imodesto mal vivido
de uma vida inteira sem demora.

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