Nesse dia branco

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sinceramente imoral

Saturday, December 09, 2006

Para Giuliano

Eu não sabia onde guardar tudo isso que é sem nome e te dei. Sentindo somente, eu te dei. Não sabia que dormia tudo isso em mim. Que ao menos dançava tudo aqui, em mim. Eu não sabia sequer que uma coisa, qualquer uma, poderia dormir e dançar no mesmo instante. Não sabia querer tão bem alguém. Mas eu quis, e eu soube. Entendi na hora. Eu não sei de mais nada que não disso, que é sem nome. Não sei de mais nada que não disso tudo em mim que te dei e me dei. E só depois, então, me dei.

Te amo.

[escrito ontem, na cama, no escuro, com muito carinho]

Saturday, December 02, 2006

Na boquinha da garrafa

Lá estávamos nós tentando abrir o Carreteiro, com rolha, sem nenhum saca-rolha em mãos. Primeiro fizemos o que todos fazem, empurramos a rolha pra dentro do gargalo com uma chave. Só que a rolha ainda ficou presa lá no finalzinho, não faltava quase nada, qualquer empurrãozinho terminaria o serviço. Eu, prestativa como eu só, enfiei meu dedo na boca na garrafa. A rolha, claro, desistiu e entrou. Mas e o meu dedo? Ficou preso, óbvio. Sorte que, ao contrário do resto do corpo ele não é tão gordo assim, e, com um pouco de esforço, e muitas risadas, claro, ele saiu. Depois disso a cena ficou na minha cabeça, nunca espécie estranha de Deja Vu. "Mas é claro! O pecado mora ao lado!", pensei, eufórica com a lembrança.

- Eu já vi essa cena num filme... - Gama tentou lembrar.
- É, é sim! :) Eu já vi num filme da Marilyn, será que é do mesmo que estamos falando?
- É, é dela mesmo!
- O Pecado Mora ao Lado, que o dedo fica preso na garrafa de champagne. Né? - eu disse.
- ÉÉ! Esse mesmo. Como a gente é culta, haha.
- Po. O Giuliano ficaria orgulhoso de mim agora. x)

hahahahahahahaha :)
- Mas aviso que não é uma experiencia agradável ficar com o dedo preso no gargalo da garrafa, mesmo que por pouco tempo. Dá um desespero bem grande, hehe. :~