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sinceramente imoral

Sunday, February 25, 2007

Depois Gritar

Você,
que é tão cheia de fios,
e sem medida.

Que é corda,
e tão cheia de laços,
que te esbarro e te aceno num retrato,
que te danço e te transbordo,
num papel

e num sorriso.

Você,
que é só você
e que me diz que talvez não vá,
que te descanso no instante que só fiz,
e que me ensina
e diz que é toda aprendiz,
você.

Você,
que te desenho num embaço de espelho,
e me embaraço
se te mexo, se te deixo
ou se te abraço,
você não sabe.

Te beijo, te disfarço e te sorriso.
Te amasso, te descalço e me abrigo.
é que é da paz
da paz que traz aqui
tua presença.
E te apresento, e me apresento e é presente.

Você,
que me desperta e me aperta,
e me maltrata,
te brinco e te levanto,
é que é sem jeito.

E te suspendo e paro tudo e é só seu,
quando te durmo e te acoberto
no deserto do que é meu.


E te seguro e me seguro em tuas bordas,
para que, por fim eu possa,

me enforcar e te enforcar em tuas cordas.

5 Comments:

Blogger Leonzito said...

"ah! estas cordas de aço, este minúsculo braço do violão que os dedos meus acariciam..."

suas palavras tem sabor de amarelo,
e isso tudo é tão singelo.

Sunday, February 25, 2007 11:50:00 PM  
Anonymous Anonymous said...

Muito lindo esse poema. Doce e suave. Adorei...Parabéns.

Wednesday, May 16, 2007 5:59:00 PM  
Blogger Amanda Moraes said...

porra! lindo demais. :}

Monday, June 11, 2007 2:23:00 PM  
Anonymous Anonymous said...

eu tenho mania de olhar blogs e tals... gosto de ver escritos bonitos e geralmente nunca comento mas neste é impossível, lindo demaaais. =]
Parabééns!!

[ eu tô me segurando p não deixar comentário em todos e parecer chata/ incoveniente.]

;*

Monday, September 03, 2007 9:10:00 AM  
Blogger [α.] Pri Brizolα said...

quase dá pra tocar.



tocante!

Tuesday, March 04, 2008 9:15:00 AM  

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