Nesse dia branco

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sinceramente imoral

Sunday, April 16, 2006

Sérgio Dias promete show dos Mutantes no país.


[...]
O que motivou os mutantes Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho a voltarem a ensaiar “foi um fato tão simples quanto um telefonema”. “Foi uma idéia que nasceu de forma espontânea. Se eu tivesse sentido que a energia não estava boa, eu estaria fora. Não existe uma jogada”, revela Dias.
E ele deixa claro: “Não é um retorno, muito menos um ‘revival’”. O termo certo, então, sugerido pelo próprio guitarrista, seria renascimento. E é como esse espírito que os Mutantes desembarcarão em pleno Barbican Centre, no dia 22 de maio, em Londres, para o show de encerramento de um festival dedicado à Tropicália.
[...]
“A gente não vai deixar de tocar no Brasil, mas só depois da turnê nos EUA”, explica o guitarrista. Conversamos com Sérgio Dias sobre esse reencontro.

O TEMPO – Essas voltas costumam ser traiçoeiras, até pelo fato de a obra estar deslocada do tempo e a energia não ser a mesma. O que você espera desse reencontro?

Sérgio Dias – Não é uma volta, é um renascimento. Somos realizados e já passamos dos 50. O que tínhamos que fazer já foi feito.
Esse encontro é uma grande curtição. Você só consegue enxergar a ponta do iceberg. Agora, o que está por trás do olhar entre eu, o Dinho e o Arnaldo é indescritível.


Será que ele sabe que vai mudar minha vida pra sempre, mas do que já mudou, fazendo esses shows por aqui?
Acho que não sabe, não. Mas eu sei, então tá sabido.
Show de Mutantes, Brasil. ACORDA.
Os vocês preferem continuar ouvindo o Sérgio falar que não vai lançar as coisas que tem guardadas porque ninguém se interessa por Mutantes aqui no Brasil? Incrível como a maior banda que já tivemos é tão mais reconhecida lá fora, onde as lojas, até do Japão(!), pregam cartazes na porta com os dizeres: Temos CDS de Mutantes.
E nós, que Temos Mutantes, não ligamos. Ê coisa louca... Nem o Kurt Cobain, nem o Mick Jagger e nem o Sean Lennon, por mais drogados (ou por mais sóbrios, não sei qual o estágio mais racional de alguém) que estivessem entenderiam tanto descaso.

AQUÁRIO - Você anda com pobrema nos neuvo. Urano, seu praneta regente, está na puta que o pariu. Negócios em alta, grandes chances de conseguir uma barraquinha no camelódromo. Animal para fézinha: egüinha pocotó pocotó pocotó.


Afinal, de perto ninguém é normal. Ainda bem.

Sonhe.

- Ei.
- Eu?
- É, você. Você por acaso é um sonhador?
- Sou. Sonhei que era, então sou.
- Cuidado.
- Com o que?
- O sonho nada mais é que uma fraqueza da alma.
E saiu andando, contente com o pensamente cheio de dúvidas que conseguiu deixar na cabeça do pobre homem.
E sem saber mais o que pensar, o pobre homem cogitou parar de sonhar. Sorte de todos que, depois de alguns minutos, decidiu não mais levar a sério os comentários de um bêbado racional que passava.

Sonhe.

Thursday, April 13, 2006

Ainda existe morte?


Não sei mais se acredito nessa história de morte. Hoje, meio sem querer, acabei vendo dois filmes que me fizeram pensar se devo acreditar quando alguém morre.
Primeiro, lá estava eu zapeando pelos canais da minha TV atrás de algo menos desinteressante pra assistir e parei em um filme, num canal fechado, chamado Túmulo Com Vista.
Era a história de uma mulher que se apaixonava pelo dono de uma funerária nova na cidade (eu acho, peguei o filme no meio) e fingia que tinha morrido pro seu marido, com a ajuda do seu amante, que forjava todo o funeral. Só sei que todos achavam que ela estava morta, mas, não, ela não estava.
Depois recebo uma ligação que me chama pro cinema. Assistir O Novo Mundo, filme que eu não fazia idéia da história. Antes fizesse, não teria nem ido. [hahaha]
Nesse filme (a história da POCAHONTAS ¬¬), o mocinho, Smith, diz que morreu. Alguns anos depois eles se reencontram na Inglaterra, mas acabam não ficando juntos.
[É, eu contei o final do filme. Não vale a pena assistir mesmo...]

Em comum nos dois, a "morte reversível". Morrer e voltar, sem precisar ser Deus nem nada.
Vou levar algum tempo pra acreditar nessa história de morte de novo...
A vida imita a arte, a arte imita a vida. Ou não?

À Palo Contrário

Penso que o pensar

num instante se acaba, se amarga

E que o sentir

No mesma hora se reprime

ou se imprime

no rosto

no vermelho do rosto

e em todas as cores.

Por mais que pareçam exatas.


Acho que o achar no mesmo instante se perde

E que o sorrir no mesmo instante se ganha.

Se ganha tudo. Só rindo.
E acho que o mudar

não funciona mais pro mundo.

E eu, mudo,

perco e acho e ganho tudo.

O signo de Aquário representa o idealismo, o progresso, a democracia, o individualismo, a independência, a igualdade e a fraternidade. Os aquarianos são originais, humanitários, inventivos, desapegados, intelectuais e companheiros.
Negativamente podem ser excêntricos, utópicos, desleixados, rebeldes, imprevisíveis, intempestivos e inconstantes.


Eu sou sua miragem
Sombra fresca da sua realidade
Sou sua resposta, sua ilusão de ótica palpável
Seu improvável, Seu conforto
E seu pesadelo
Me diz primeiro
Porque te mostro metade do meu amor inteiro.
Me diz primeiro
Porque não houve um segundo beijo?
E depois um terceiro.
Eu sou

Seu corpo mais forte, seu alvo atingido, sua semente que nasceu
E não consegue te dar o fruto doce, já crescido.
Eu não sou eu
Eu não sou eu, sou alguém que você imaginou
Uma visão do seu amor

[Eu não sou eu, Zélia Duncan]

Eu não sou tudo isso. Mas sou um pouco de cada coisa que existe por aí. E cada coisa é um pouquinho de mim.

Sorte de hoje: Você será uma pessoa bem viajada, seja por lazer, seja por trabalho.

Wednesday, April 12, 2006

Vestígios?


Não sei porque nem quando eu decidi por um blog. É chato, requer tempo e paciência. Mas vamos lá. Talvez um dia eu desista de me arrepender de ter criado um. Talvez ele se torne um blog mal-criado, ou talvez um bom menino. Talvez ele morra amanhã e não deixe vestígios. Hora de começar, a sirene já tocou.
Na vitrola, Cazuza.
Nos planos, praia.

"Eu traço tantos planos, brilhantes / Antes de te ganhar num salto mortal de iniciante"